Marco Aurelio Seta
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A NOTÍCIA E A VERDADE

desemprego

Depois de um ano de notícias negativas sobre e economia brasileira, na mídia nacional e internacional, começam a aparecer os primeiros números verdadeiros que retratam o nosso desempenho no ano de 2013. E mostram que nosso País, longe de ter afundado na crise que grassa pelo mundo, enfrentou bem as restrições impostas pela retração internacional e prosseguiu na sua linha de desenvolvimento que prioriza o bem estar da população, especialmente na questão da redução das desigualdades.

O desemprego, que é o flagelo das economias ricas, nunca esteve toa baixo no Brasil como durante o ano que findou. Só este dado já coloca a nossa sociedade numa posição de grande destaque no que respeita ao novo conceito de desenvolvimento que valoriza a dimensão social mais do que a meramente econômica. O mesmo destaque aparece na evolução dos índices de concentração de renda, cotejo no qual o Brasil se mostra como a nação que teve o melhor desempenho, num mundo em que a concentração de riqueza continua sendo a marca mais forte e negativa desta fase do capitalismo absolutamente financeirizado. A evolução da renda do trabalho e da renda disponível per capita mostrou em ambos os casos crescimento também satisfatório, no cotejo com o ano anterior.

No que tange às finanças públicas, que deveriam estar completamente descontroladas segundo o noticiário do dia a dia, as metas do superávit primário foram cumpridas e a inflação também se manteve dentro dos limites do planejamento governamental. O investimento público cresceu substancialmente e o ingresso de capital externo também continuou mostrando o Brasil como um campo de perspectivas interessantes.

Diante deste contraste, uma pergunta desponta com grande exclamação: para quem é que o Brasil vai mal ?! Obviamente, só pode ser para aqueles que perderam poder e negócios neste País.

A perda de poder, e principalmente a previsão de irrecuperabilidade, explicam o furor de desespero da oposição interna. Faz lembrar a inconformidade absoluta da UDN quando Getúlio Vargas venceu a eleição presidencial de 1950 e retornou ao poder. Valia tudo para tirá-lo, como vale agora para quebrar o PT; só que o tudo de agora é diferente do daquele tempo: não é mais possível o golpe militar. O desespero então é maior: o PT que se cuide. Acho que não está se cuidando muito no aspecto da ânsia pelos cargos, bastante parecida com a dos partidos fisiológicos.

Mas há também o desespero externo, e o motivo é o mesmo, a perda de poder; só que é uma perda que se vai efetivando aos poucos, pelo desgaste que vai corroendo a situação de controle absoluto das potências, e mostrando também a irreversibilidade do processo. E, nesse processo em que os poderosos do mundo vão perdendo, o Brasil vai ganhando: ganhando pelo diálogo, pela democracia, pela cidadania, pela negociação, pela maturidade, pelo caminho da paz. O Brasil não precisa de grande crescimento econômico-produtivomilitar: sua população cresce menos de 1%; seu PIB não precisa crescer mais que 3% ao ano. O Brasil cresce pela democracia e pela paz; o Brasil é a Potência Emergente da Paz, e isso incomoda muito.

O grande sociólogo e pensador italiano Domenico De Masi afirma em seu último livro que o Brasil certamente dará uma importante contribuição para a construção do novo modelo global que está em gestação. O patrimônio Histórico-cultural do Brasil é insubstituível, ele diz em recente entrevista em que fala do novo livro. Trata-se claramente da história de convivência e diálogo entre raças e culturas; da tradição de defesa da paz em todas as oportunidades internacionais; da história de construção de suas fronteiras pela negociação com os vizinhos; da história de participação na guerra contra o nazi-fascismo e de defesa intransigente da ONU, incluindo a sua necessária reforma profunda nos dias de hoje. História, mais recente, de sua liderança no continente sulamericano que aponta novos caminhos políticos ao mundo.

Eu acredito que a maioria dos brasileiros está percebendo a importância deste novo papel a ser desempenhado pelo nosso País. Os desesperados, que o recusam, cada vez mais querem menos ser brasileiros; é natural, e serão absorvidos pela democracia do diálogo que estamos desenvolvendo.

As notícias passam, a verdade fica; antigamente se dizia: os cães ladram e a caravana passa. O Brasil avança para se afirmar como a nova democracia do mundo, a verdadeira Potência da Paz. Em oito anos completará o seu segundo centenário, comemorando o reconhecimento global desta condição.

Artigo nº 289/2014

Roberto Saturnino Braga

sítio: www.saturninobraga.com.br

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