Marco Aurelio Seta
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Dia Internacional da Mulher: desigualdades no acesso à educação

No Dia Internacional da Mulher, há pouco o que se comemorar: em todo o mundo e em diversos âmbitos, as mulheres enfrentam maiores adversidades do que os homens, como maior vulnerabilidade à pobreza e à informalidade.

No âmbito educacional, por exemplo, mais de 500 milhões de mulheres em todo o mundo não sabem ler e escrever. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco), uma em cada oito crianças entre 6 e 11 anos está fora da escola e as meninas são as primeiras a serem excluídas: enquanto 16 milhões de meninas em todo o mundo nunca irão à escola, entre os meninos a cifra é de 8,2 milhões.

O mapa para a Desigualdade de Gênero na Educação da Unesco apresenta alguns quesitos importantes para analisar essa disparidade, como os dados abaixo. Infelizmente, o mapa não traz dados para o Brasil.

Estima-se que as meninas terão o mesmo número de anos de educação primária que os meninos?

No Brasil, no entanto, um aspecto a se comemorar é que, pelo menos no ensino superior, as mulheres já conformam a maioria das estudantes. Mas apesar de tais números, a renda média feminina é em média 24,6% menor do que a renda masculina no país, ou seja, o maior acesso à educação superior não se reflete necessariamente em melhoria das condições no mercado de trabalho.

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