Marco Aurelio Seta
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EDUCAÇÃO SUPERIOR: INCLUSÃO E AVANÇOS

A década de 2000 no Brasil trouxe muitas melhorias nos indicadores sociais do país, bem como no acesso à educação. Mas essas mudanças, especialmente no ensino superior, foram o resultado de uma mudança nas políticas públicas: nos anos 2000, políticas sociais importantes foram postas em prática para ampliar o acesso à educação superior no Brasil, especialmente com os programas Prouni e Reuni.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), as matrículas em cursos no ensino superior cresceram de 3.479.913 em 2002 para 6.152.405 em 2013, um crescimento de cerca de 76%. Matrículas aumentaram mais na região Norte (122,8%) e Nordeste (137,38%), regiões com menor frequência líquida neste nível de ensino, bem como tendeu a se desconcentrar das cidades grandes para cidades menores (especialmente o ensino público).

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A Tabela 2 também mostra os níveis mais baixos de ensino superior entre a população preta / parda (que são 50,7% da população brasileira, de acordo com o Censo de 2010), bem como nas regiões Nordeste e Norte.

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2014 também mostra que, de 2004 a 2013, a proporção de pessoas em idade de 25 a 34 anos com ensino superior passou de 8,1% para 15,2% e, no mesmo período, os estudantes do 5º quintil de renda deixaram de ser a maioria dos estudantes em instituições públicas e privadas de ensino superior, com mais acesso dos setores mais pobres da sociedade: o quinto quintil representou em 2013 38,8% dos alunos em instituições públicas e 43% em instituições privadas, mas em 2004 representou 55% dos alunos em instituições públicas e 68,9% em instituições privadas.

Assim, os dados mostram a melhoria de diversos índices quanto ao ensino superior – como a ampliação e desconcentração de vagas, especialmente nas regiões mais carentes, e o fim da maioria dos 20% mais ricos no ensino superior -, mas também mostram alguns dos desafios quanto ao setor, como superar as desigualdades regionais e raciais nesse nível de ensino.

* As opiniões aqui expressas são de inteira responsabilidade da sua autora, não representando a visão da FPA ou de seus dirigentes.

Fonte: Fundação Perseu Abramo
Data: 25 de maio de 2015 13:29
Assunto: Boletim de Política Social 169 – Educação superior: inclusão e avanços

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