Marco Aurelio Seta
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O MUNDO COMEÇA A MUDAR COM A CRIAÇÃO DO BANCO DOS BRICS.

O ex-Senador Saturnino Braga nos brinda com mais um inteligente artigo sobre a realidade do Brasil frente a criação do Banco do BRICS. A criação do Banco demonstra a força dos países emergentes representados pelo Brasil, Russia, India, China e Africa do Sul. Isso mostra que o Brasil e o mundo estão mudando. Vamos acreditar e aproveitarmos também as mudanças para pensarmos mais no País e na sua sociedade.

A semana registrou acontecimentos claramente indicativos de que o mundo está mudando. Para melhor. Na medida em que se abrem novos caminhos de desenvolvimento para os países que só dispunham das velhas vias traçadas pelo grande capital segundo os seus interesses. Bretton Woods não será mais a única matriz das regras e Wall Street não terá mais o monopólio do comando. Os BRiCS, a emergente força econômica e política alternativa, reunidos em Fortaleza, criaram o novo banco de desenvolvimento, o Banco dos BRICS, alternativa ao Banco Mundial, e o Fundo de Reserva, alternativa para o FMI. O mundo começa a mudar.

Como seria de esperar, a grande mídia minimizou a notícia, tendo antes vaticinado um impasse no acordo sobre o local da sede e o país da presidência do Banco. Não houve impasse, houve acordo, e a mídia tentou então negativizá-lo dizendo que o Brasil cedeu no ponto da presidência que lhe seria naturalmente destinada. Obviamente, todos tiveram que ceder um pouco porque só assim se faz um acordo, mas a importância do resultado ultrapassa, em muito, em muito mesmo, qualquer eventual perda por cessão para a consecução do objetivo final. O Brasil e todos os outros quatro BRICS conseguiram uma vitória esplêndida.

A mídia não noticiou, também, a reunião de mais de 500 empresários dos 5 países, que discutiram meios de aperfeiçoar e agilizar as relações comerciais e industriais entre os membros, como, por exemplo, a proposta de utilizar outras moedas, dos próprios países membros, nas suas trocas comerciais, ao invés do dólar e do euro. O que acabou sendo aceito e aprovado na reunião dos Chefes de Estado, e que constitui outra mudança de substância no futuro da economia mundial.
A reunião histórica contemplou, ainda, uma extensa discussão da política do mundo, ressaltando e reafirmando o compromisso de todos com a causa da paz e a concordância sobre a necessidade urgente de reforma do Conselho de Segurança da ONU, com a admissão de novos membros permanentes, entre os quais, três dos BRICS: Brasil, Índia e África do Sul.

Tendo esta marcante reunião se realizado no Brasil, aproveitou-se a presença dos Chefes de Estado para a realização de um encontro, também histórico, dos mesmos com os Presidentes dos 15 países sulamericanos integrados na UNASUL, esta entidade criada sob a liderança brasileira, que busca a integração política e econômica do Continente que mais tem avançado em conquistas democráticas e na luta pela multipolarização do mundo.

O mundo precisa mudar, o mundo tem que mudar ao curso da primeira metade deste século; mudar pelo aprofundamento e aperfeiçoamento da Democracia, mudar pela libertação do jugo dos interesses do grande capital, com cuidados muito mais efetivos na preservação ambiental, e mudar pela afirmação definitiva da paz, da solução política negociada, e não da intervenção armada, nos conflitos entre as nações. E o Brasil, com sua história de Potência da Paz, e não potência armada, terá um papel relevante nesta mudança da História da Humanidade, como vem demonstrando desde o início desses anos dois mil.
Alvíssaras! É realmente uma perspectiva nova e larga que se abre para a Humanidade.

Fonte: www.saturninobraga.com.br

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