Marco Aurelio Seta
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Opas e OMS: estudo analisa o uso do álcool nas Américas

Relatório da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) trata do consumo de álcool e saúde nas Américas e mostra que na região o consumo médio de álcool é maior que no resto do mundo: segundo o relatório, as taxas de episódios de consumo excessivo (ECE) de álcool têm subido nos cinco últimos anos, de 4,6% para 13,0% entre as mulheres e de 17,9% para 29,4% entre os homens.

O consumo de álcool por mulheres tem aumentado em volume e frequência, igualando-se ao dos homens em muitos países, mas as mulheres das Américas têm a maior prevalência de transtornos por uso de álcool no mundo, como mostra o gráfico abaixo.

QYsYaErU1emxs8UDTSJOK7wDT7SD6l5-pQMhyhzRkCWu9Z9xgSrjXGKk64tQY81veWPGkl321YlVwo-OMM_fNwiRUUv2CM7qE-NrW4U=s0-d-e1-ftFonte: Regional Status Report on Alcohol and Health in the Americas, 2015

Segundo o estudo, o álcool é o principal fator de risco para morte e incapacidade entre pessoas com idade entre 15 e 49 anos, tanto nas Américas como no resto do mundo. O estudo também mostra que, em média, adolescentes bebem com menor frequência, mas consomem mais álcool a cada vez que bebem. Também, segundo o relatório, em 2010, cerca de 14.000 mortes de crianças e jovens com menos de 19 anos foram atribuídas ao álcool. Segundo o estudo, o Brasil está entre os 18 países – a maioria dos países da região – que definiram a idade mínima para compra de bebidas alcoólicas em 18 anos.

São apresentadas no estudo formas de reduzir o consumo e seus danos econômicos e sociais, tais como limitar a disponibilidade, restringir a publicidade (65% dos países da região não têm nenhum tipo de restrição à propaganda de bebidas alcoólicas) e aumentar os preços das bebidas alcoólicas através da tributação.

Fonte: Boletim de Política Social 206

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