Marco Aurelio Seta
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Pressão popular faz vereadores recuarem de aumento e aceitarem salário mínimo

Ao invés de um aumento para R$ 5 mil, uma redução para R$ 880. Foi o que ficou acertado pelos 13 vereadores de Oliveira (MG), município de 40 mil habitantes que fica a 160 km de Belo Horizonte. A decisão veio após forte pressão da população, que ficou revoltada com o projeto de lei que previa um aumento de 60% nos salários dos parlamentares.

“A gente trabalha quase 40 horas por semana para ganhar um salário e os malandros vem aqui uma vez por semana para ganhar R$ 5 mil? Isso é coisa de sem-vergonha!”, sentenciou uma moradora, em entrevista ao Jornal da Band, da Rede Bandeirantes, na última sexta-feira (12).

A discussão do tema pouco antes do Carnaval, em caráter de urgência, ao que parece não foi ao acaso. O aumento valeria para a próxima legislatura, que começa em 2017, e previa uma subida considerável dos atuais vencimentos de R$ 3.450. Dos 13 vereadores, apenas um votou contra a proposta.

Após mais de 2,5 mil assinaturas corridas e presença maciça na Câmara Municipal, os vereadores recuaram, oferecendo um novo projeto de lei que prevê a redução em 50% dos salários de prefeito, vice-prefeito e secretários, além do teto de um salário mínimo (R$ 880) para os vereadores.

Segundo reportagem do G1, o município de Oliveira (MG) está com um rombo previdenciário de mais de R$ 4 milhões. Sem o aumento, há a expectativa de que a situação melhore em tempos de crise em todo o Brasil.

A mobilização popular para impedir aumentos de salários de vereadores não é novidade no País. No interior do Paraná, quase uma dezena de cidades reviram aumentos salariais de parlamentares após pressão da população.

Imagem: google
Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2016/02/15/salario-vereadores-oliveira_n_9236310.html

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